8/2/2010 - Material escolar apodrece nas escolas estaduais –
mais um desperdício do dinheiro público
Mesas e cadeiras de escolas estaduais da região de Itajaí estão jogadas às traças. Desde junho passado, os móveis antigos, que não são mais usados pelos alunos, não são recolhidos pela Gerência Regional de Educação. Para evitar que os materiais ocupem o espaço dos estudantes, os móveis são colocados em depósitos improvisados, corredores e até em locais a céu aberto dentro das próprias escolas.
A situação de desperdício com o dinheiro pública é flagrante nos 46 colégios estaduais da região - que vai do Balneário Piçarras até Bombinhas. Como faltam depósitos e espaços nas escolas, os materiais ficam jogados às traças, sujeitos à ação do tempo e à degradação.
Alguns desses móveis estão amontoados nos corredores e salas de aula dos colégios. Outros materiais ficam jogados nas áreas de recreação dos alunos, ao lado do estacionamento e nos pátios descobertos, como na escola Professora Maria Tereza Garcia, de Camboriú. “Isso é um descaso com o dinheiro público. Parece que eles não estão dando a mínima para os móveis que sobraram”, disse uma funcionária que não quis se identificar com medo de represálias.
Mas também há aquelas escolas que usam a criatividade para depositar os móveis velhos. Na Ruizélio Cabral, do bairro Nova Esperança, de Balneário Camboriú, o pessoal deixou tudo no forro da escola. Já na escola Professora Maria da Glória Pereira, a associação de pais e professores fez uma vaquinha e construiu um depósito. “Nós gastamos R$ 3 mil pra depositar essas carteiras para que não ficassem expostas à ação do tempo”, explica a diretora da escola, Andréia Luiza Fronza Ratlosf.
A gerente Regional de Educação, Maria Alice Pereira, explica que o problema começou em junho, depois que móveis novos começaram a ser enviados graças ao fundo de enchente. As mesas e cadeiras novas tomaram o lugar daquelas que foram estragadas com a enxurrada de novembro de 2008. Os caminhões que trouxeram o material novo deveriam levar embora os velhos, mas não foi isso o que aconteceu. Só uma parte do mobiliário sucateado foi levada; o resto ficou para uma segunda viagem que nunca mais aconteceu. “Muitos móveis ficaram para serem levados quando o caminhão voltar”, admitiu a gerente.
Maria Alice acredita que o problema pode ser resolvido dentro de 15 dias. Ela solicitou à Secretaria de Educação, em Florianópolis, para agilizar uma solução e, agora, aguarda que o caminhão do depósito faça o recolhimento dos materiais que sobraram.
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